Uma solução para não comprometer seu caixa em processos jurídicos

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Uma solução para não comprometer seu caixa em processos jurídicos
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Enfrentar um processo jurídico não é uma situação confortável para nenhum tipo de empresa. Isso porque uma empresa, seja a parte requerente ou requerida, sempre se deparará com despesas legais por conta dos honorários e emolumentos governamentais. E no caso da requerida, sendo julgada condenada, além dessas despesas, será obrigada a indenizar a parte contrária com valores muito mais substanciais.

As decisões judiciais podem consumir boa parte das reservas e comprometer o capital de giro e investimentos programados de uma empresa, colocando-a em circunstâncias muitas vezes críticas.

Ao empresário cabe evitar que seja surpreendido por ações, mas quando estiver em meio a uma batalha jurídica, é necessário que encontre soluções para minimizar as suas despesas.

Existem saídas jurídicas para que isso se materialize diante de processos tributários, cíveis e trabalhistas.

Neste artigo, preparamos um breve panorama das soluções das medidas que sugerimos para superar com mais conforto um processo jurídico. Confira nos próximos tópicos.

Planejamento Financeiro

O início de tudo é ter um planejamento financeiro mais cuidadoso que consiste em ter um aprofundado conhecimento das despesas fixas e variáveis da empresa. Observe que quanto maior a empresa, mais possibilidade ela tem de ser objeto de uma ação, ou seja, quanto maior, mais exposta ao risco jurídico ela vai estar. Portanto, ter controle absoluto do fluxo de caixa, com as informações de receitas e despesas diárias é um bom começo para obter-se uma reserva de capital.

Obviamente que em tempos de economia retraída, conseguir reservas de capital é um desafio maior e nem sempre isso é possível. O importante, nestes casos é estabelecer previsões, com 3 tipos de cenários: otimista, realista e pessimista.

De qualquer forma, para a tomada de decisão mais adequada diante de uma ação judicial, torna-se fundamental escolher a saída que apresente a melhor relação custo vs. benefício.

Fiança bancária

A tradicional carta de fiança bancária, como o nome indica, é um compromisso que o banco assume como afiançador, caso o tomador não cumpra com as exigências definidas pelo beneficiário. Sendo um instrumento que quando emitido é vinculado à conta corrente da empresa, a aplicabilidade de uma carta de fiança é extensa, podendo ser usada para operações de crédito, compra e venda, exportação, contratos ou processos judiciais.

Como sabe-se, para contratar a fiança bancária são necessárias algumas contrapartidas, dadas como garantia real à operação. Além disso, o que pesa desfavoravelmente são as taxas altas que normalmente os bancos costumam praticar.

Seguro Garantia Judicial

É importante informar que tanto a carta de fiança, quanto o Seguro Garantia Judicial, o objetivo não é cobrir as despesas de honorários, tampouco os emolumentos que incidem em um processo. Ambas as formas de caução se restringem ao valor que a empresa ré tem de pagar, caso seja condenada ao final da sentença.

Em casos que o depósito judicial é exigido, a caução pode ser dada tanto por meio da carta de fiança, como pela apólice de seguro.

Entretanto, as apólices apresentam uma vantagem importante: o baixo custo. As taxas aplicadas nas apólices podem ser até 40% inferior em relação ao produto oferecido pelo banco, aspecto este que diminui as despesas destinadas ao processo.

Além disso, uma vez que a empresa tem seu crédito aprovado, não há contrapartida exigida pela seguradora.

Sempre que houver a exigência de um depósito em juízo, a empresa pode recorrer ao Seguro Garantia Judicial, no início do processo ou para substituir outras garantias já constituídas em processos que estão em andamento. Recentemente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) autorizou a substituição dos depósitos em juízo feitos em dinheiro, por apólices, como medida para estimular que as empresas superem esse momento de crise econômica com o resgate de capital e voltem a investir em seus negócios.

 

Fale com nossos Especialistas

Marcelo Fasolari

Sócio-Diretor na Merit Seguros

Sou especialista em garantias há mais de 31 anos, criando soluções para escritórios de advocacia e empresas de todo o Brasil. Meu propósito é a viabilização de apólices para processos judiciais tributários, cíveis e trabalhistas, como também, estruturar garantias para editais de concorrência e contratos de prestação de serviços, fabricação e de construção, no Brasil e no exterior.

Meu foco é encontrar o equilíbrio entre as coberturas exigidas, com redução de custos. Se você precisa de apólices para amparar seus processos judiciais e as atividades comerciais da sua empresa, vou assessorar você na obtenção de todos os tipos de garantias.

Perguntas Frequentes

Seguro Garantia Judicial é uma apólice usada para garantir valores em processos, substituindo alternativas como depósito judicial, penhora ou bloqueios, conforme aceitação do juízo e regras aplicáveis. Na prática, ele ajuda empresas a manterem capital de giro enquanto cumprem a exigência de garantia do processo. É uma solução comum em ações cíveis, trabalhistas, tributárias e execuções, quando o objetivo é garantir o valor discutido sem imobilizar o caixa. Para entender a estrutura e as modalidades, veja a página de Seguro Garantia Judicial.

Na maioria dos casos, pode substituir, mas a aceitação depende do tipo de processo, do entendimento do juiz e do atendimento aos requisitos da apólice (cláusulas, vigência, valor segurado e condições). O caminho mais seguro é apresentar uma apólice com linguagem adequada para o processo, emitida por seguradora regular e com condições claras de execução da garantia. Quando bem estruturado, o Seguro Garantia Judicial reduz a necessidade de imobilizar recursos e pode ser uma alternativa financeiramente mais eficiente do que depósito ou outras garantias tradicionais. Se você quer aprofundar esse cenário, veja como substituir depósito judicial por seguro garantia.

O preço do Seguro Garantia Judicial depende principalmente do valor a ser garantido, do perfil de risco, do prazo de vigência e das condições do processo. Na prática, o custo é calculado como um percentual anual (taxa) sobre o valor segurado, e pode variar conforme análise de crédito e risco. Empresas com histórico e documentação bem organizada tendem a conseguir melhores taxas. Para comparar alternativas, o ideal é analisar o custo total versus o impacto no caixa (por exemplo, custo do seguro x custo de capital parado em depósito). Para ter uma visão objetiva, consulte preço e cálculo do Seguro Garantia Judicial.

Em geral, são solicitados: dados do processo (número, vara/tribunal, partes), valor a garantir, cópias de decisões relevantes, além de documentos da empresa para análise de risco (cadastro, faturamento, demonstrações financeiras, contrato social, entre outros). A lista pode variar conforme seguradora, valor e modalidade. O ponto chave é: quanto mais completo e organizado o envio, mais rápido costuma ser o retorno de análise e emissão, reduzindo retrabalho e risco de exigências. Se você precisa do passo a passo, veja como fazer Seguro Garantia Judicial.

As recusas geralmente acontecem por problemas de forma e adequação, não pelo produto em si. Exemplos comuns: cláusulas inadequadas para o tipo de ação, ausência de condições exigidas pelo juízo, vigência incompatível, valor segurado insuficiente, endereçamento incorreto, ou dúvidas sobre a regularidade da seguradora. Em muitos casos, o problema é resolvido com ajuste técnico via endosso, adequando redação e condições ao processo. Por isso, é importante emitir a apólice já com estrutura jurídica apropriada — e observar também requisitos de modalidades específicas, como o Seguro Garantia Administrativo, quando aplicável ao contexto do processo/contrato.

Endosso é a alteração formal da apólice, usada quando é necessário ajustar informações como valor segurado, vigência, dados do processo, cláusulas ou condições exigidas pelo juízo. Isso é comum quando há atualização do valor da causa, mudança de fase processual, exigência de complemento de garantia ou correções para aceitação. Após o endosso, a boa prática é protocolar o documento nos autos e comunicar o juízo, garantindo que a nova versão substitua a anterior sem gerar dúvidas. Para alinhar expectativas desde o início, vale conferir o prazo de vigência do Seguro Garantia Judicial.

A forma correta é consultar a seguradora e/ou o produto diretamente nos canais oficiais da SUSEP, verificando se a empresa está autorizada a operar e se o produto está devidamente registrado/regular. Esse cuidado evita problemas de aceitação e reduz risco operacional, principalmente em garantias judiciais onde a confiança na execução da apólice é central. Além disso, vale avaliar histórico, especialização em garantias e suporte técnico para adequar cláusulas ao tipo de processo. Para facilitar, veja o guia: como verificar seguradora na SUSEP.

A principal diferença é que o Seguro Garantia Judicial é um contrato de seguro (com prêmio/taxa) e costuma ser percebido como alternativa que preserva mais o caixa e não consome da mesma forma o limite bancário; já a Carta Fiança é uma garantia bancária, normalmente ligada a relacionamento e limite de crédito, podendo afetar a capacidade de financiamento da empresa. Na prática, a melhor escolha depende do custo total, do impacto na linha bancária, do prazo do processo e da estratégia financeira da empresa para manter liquidez. Se quiser comparar com mais detalhes, veja Carta Fiança fidejussória: tudo o que você precisa saber.

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