Quanto custa um Seguro Garantia?

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A contratação das apólices de Seguro Garantia tem a finalidade de atender aos contratos, pedidos de compra, editais de concorrências públicas e processos judiciais, quando é feita a exigência à uma pessoa jurídica de prestar caução.

Como se sabe, este tipo de seguro tem caráter de fiança. Seu objetivo essencial é de proteger o contratante diante de eventuais descumprimentos contratuais por parte do contratado. Uma vez prevista a necessidade do seguro no contrato ou edital, o compromisso na contratação é condição inequívoca para a assinatura do contrato, pois caso isso não ocorra, o contratado poderá perder o negócio.

A apólice sempre poderá ser acionada quando houver um descumprimento no contrato, como por exemplo, escopo em desacordo com o projeto, atrasos no cronograma ou aumento no valor global do contrato, sem prévia anuência do contratante.

Já no caso de garantias para fins judiciais, a apólice é um instrumento de fiança perante o Poder Judiciário, atrelada à ação, quando garante à parte credora que será honrado o pagamento se a empresa ré for condenada.

A seguir, entenda como é feita a avaliação de risco, critérios usados para elaboração da proposta e os custos para contratação do Seguro Garantia.

Importância Segurada

O valor da apólice, ou Importância Segurada é uma das variáveis do cálculo, assim como o prazo de vigência. A Importância Segurada da garantia será correspondente a um percentual do valor global do contrato. No Brasil, em especial no setor público, esse percentual varia de 5% a 20%. Na iniciativa privada, o percentual segue a livre negociação entre as partes, limitado a 50% do valor global do contrato. Apenas como referência, em países como EUA, Japão, Alemanha e Inglaterra, a garantia pode ser de 100% do valor do contrato. Segundo estudos feitos, o Brasil ainda não comporta percentuais tão elevados como os países de primeiro mundo. Isso porque tornaria os limites de créditos concedidos às empresas que tomam garantias insuficientes para assegurar uma quantidade maior de contratos. Ou seja, com percentuais muito altos, os limites seriam rápidos e facilmente esgotados, impossibilitando o fechamento de novos negócios.

Note que, independentemente do percentual a ser aplicado sobre o valor do contrato, o objetivo da apólice de Seguro Garantia não é proporcionar lucro ao contratante, caso ele necessite acionar a apólice. Ao empresário, mais que receber o valor expresso na apólice, deseja ter o serviço finalizado, ter o projeto concluído, receber o equipamento encomendado ou ter a obra entregue. Portanto, considerando que a Importância Segurada da apólice corresponde a um percentual do total do contrato, em caso de sinistro, a indenização irá possibilitar que o contratante utilize o valor para a conclusão do contrato. É por essa razão que nas condições gerais das apólices de Seguro Garantia, as companhias de seguros têm a opção em pagar o segurado ou substituir o fornecedor.

Na realidade nenhuma empresa contrata um fornecedor para ter problemas e contar com a indenização da apólice.

Cálculo do Seguro Garantia

O ponto de partida para o cálculo do Seguro Garantia é identificar e dimensionar o risco. A partir daí, se define uma taxa anual que será aplicada sobre a Importância Segurada, levando em conta a proporcionalidade do prazo de vigência.

Mas quais são os fatores que definem uma taxa? Cada empresa apresenta um perfil distinto, com personalidade própria. A saúde financeira é o que mais pesa na análise de risco, quando são observados, os principais índices, tais como faturamento anual, lucratividade, nível de endividamento, a margem operacional, EBITDA e, em especial, o Patrimônio Líquido (PL) que deve ser sempre positivo e serve como parâmetro para a definição dos limites crédito.

A Merit procura conduzir as negociações para captação de limites apresentando outros fatores, não tão quantitativos como os números e mais qualitativos, como por exemplo, currículo dos sócios, história da empresa, portfólio, contratos em andamento, contratos executados e principais clientes. Essa estratégia tem dado certo e tem possibilitado a Merit atender seus clientes de forma satisfatória.

Para finalizar, apenas como referência, as taxas de Seguro Garantia podem variar entre 0,5% e 3,0%, dependendo do grau de risco na probabilidade de inadimplência. Se comparadas com as taxas aplicadas pelos bancos para emissão de cartas fianças bancárias, que variam de 3 a 7%, o Seguro Garantia tem enorme vantagem. Isso sem contar que não compromete o capital de giro da empresa, nem exige aplicações financeiras como contragarantia na operação.

Aumento do valor do contrato

As atividades empresariais são dinâmicas e, portanto, há situações em que é necessário alterar um contrato, seja no que diz respeito ao aumento ou diminuição de escopo, extensão ou redução do prazo, aumento ou diminuição dos valores. Qualquer que seja a mudança, a apólice deve acompanhar as novas condições contratuais e a partir do Termo Aditivo, emite-se um endosso à apólice principal, com cobrança ou devolução de prêmio.

Como contratar o Seguro Garantia

Diferentemente do que acontece nos seguros convencionais, quando para contratar a apólice, basta o segurado pagar o prêmio de seguro, no caso do Seguro Garantia pagar não é suficiente. Antes de tudo é necessário realizar uma análise cadastral e avaliar a saúde financeira da empresa tomadora da garantia.

Para que esta análise seja bem sucedida, é fundamental contar com uma consultoria especializada, a fim de evitar falhas no planejamento e erros técnicos, imprevistos estes que podem causar perdas financeiras para a empresa.

A Merit Seguros é pioneira e líder no mercado. Há mais de 25 anos se dedica exclusivamente ao Seguro Garantia. São mais de 40 mil apólices emitidas, para mais de 4 mil clientes ativos em ​nosso portfólio​.

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Marcelo Fasolari

Sócio-Diretor na Merit Seguros

Sou especialista em garantias há mais de 31 anos, criando soluções para escritórios de advocacia e empresas de todo o Brasil. Meu propósito é a viabilização de apólices para processos judiciais tributários, cíveis e trabalhistas, como também, estruturar garantias para editais de concorrência e contratos de prestação de serviços, fabricação e de construção, no Brasil e no exterior.

Meu foco é encontrar o equilíbrio entre as coberturas exigidas, com redução de custos. Se você precisa de apólices para amparar seus processos judiciais e as atividades comerciais da sua empresa, vou assessorar você na obtenção de todos os tipos de garantias.

Perguntas Frequentes

Seguro Garantia Judicial é uma apólice usada para garantir valores em processos, substituindo alternativas como depósito judicial, penhora ou bloqueios, conforme aceitação do juízo e regras aplicáveis. Na prática, ele ajuda empresas a manterem capital de giro enquanto cumprem a exigência de garantia do processo. É uma solução comum em ações cíveis, trabalhistas, tributárias e execuções, quando o objetivo é garantir o valor discutido sem imobilizar o caixa. Para entender a estrutura e as modalidades, veja a página de Seguro Garantia Judicial.

Na maioria dos casos, pode substituir, mas a aceitação depende do tipo de processo, do entendimento do juiz e do atendimento aos requisitos da apólice (cláusulas, vigência, valor segurado e condições). O caminho mais seguro é apresentar uma apólice com linguagem adequada para o processo, emitida por seguradora regular e com condições claras de execução da garantia. Quando bem estruturado, o Seguro Garantia Judicial reduz a necessidade de imobilizar recursos e pode ser uma alternativa financeiramente mais eficiente do que depósito ou outras garantias tradicionais. Se você quer aprofundar esse cenário, veja como substituir depósito judicial por seguro garantia.

O preço do Seguro Garantia Judicial depende principalmente do valor a ser garantido, do perfil de risco, do prazo de vigência e das condições do processo. Na prática, o custo é calculado como um percentual anual (taxa) sobre o valor segurado, e pode variar conforme análise de crédito e risco. Empresas com histórico e documentação bem organizada tendem a conseguir melhores taxas. Para comparar alternativas, o ideal é analisar o custo total versus o impacto no caixa (por exemplo, custo do seguro x custo de capital parado em depósito). Para ter uma visão objetiva, consulte preço e cálculo do Seguro Garantia Judicial.

Em geral, são solicitados: dados do processo (número, vara/tribunal, partes), valor a garantir, cópias de decisões relevantes, além de documentos da empresa para análise de risco (cadastro, faturamento, demonstrações financeiras, contrato social, entre outros). A lista pode variar conforme seguradora, valor e modalidade. O ponto chave é: quanto mais completo e organizado o envio, mais rápido costuma ser o retorno de análise e emissão, reduzindo retrabalho e risco de exigências. Se você precisa do passo a passo, veja como fazer Seguro Garantia Judicial.

As recusas geralmente acontecem por problemas de forma e adequação, não pelo produto em si. Exemplos comuns: cláusulas inadequadas para o tipo de ação, ausência de condições exigidas pelo juízo, vigência incompatível, valor segurado insuficiente, endereçamento incorreto, ou dúvidas sobre a regularidade da seguradora. Em muitos casos, o problema é resolvido com ajuste técnico via endosso, adequando redação e condições ao processo. Por isso, é importante emitir a apólice já com estrutura jurídica apropriada — e observar também requisitos de modalidades específicas, como o Seguro Garantia Administrativo, quando aplicável ao contexto do processo/contrato.

Endosso é a alteração formal da apólice, usada quando é necessário ajustar informações como valor segurado, vigência, dados do processo, cláusulas ou condições exigidas pelo juízo. Isso é comum quando há atualização do valor da causa, mudança de fase processual, exigência de complemento de garantia ou correções para aceitação. Após o endosso, a boa prática é protocolar o documento nos autos e comunicar o juízo, garantindo que a nova versão substitua a anterior sem gerar dúvidas. Para alinhar expectativas desde o início, vale conferir o prazo de vigência do Seguro Garantia Judicial.

A forma correta é consultar a seguradora e/ou o produto diretamente nos canais oficiais da SUSEP, verificando se a empresa está autorizada a operar e se o produto está devidamente registrado/regular. Esse cuidado evita problemas de aceitação e reduz risco operacional, principalmente em garantias judiciais onde a confiança na execução da apólice é central. Além disso, vale avaliar histórico, especialização em garantias e suporte técnico para adequar cláusulas ao tipo de processo. Para facilitar, veja o guia: como verificar seguradora na SUSEP.

A principal diferença é que o Seguro Garantia Judicial é um contrato de seguro (com prêmio/taxa) e costuma ser percebido como alternativa que preserva mais o caixa e não consome da mesma forma o limite bancário; já a Carta Fiança é uma garantia bancária, normalmente ligada a relacionamento e limite de crédito, podendo afetar a capacidade de financiamento da empresa. Na prática, a melhor escolha depende do custo total, do impacto na linha bancária, do prazo do processo e da estratégia financeira da empresa para manter liquidez. Se quiser comparar com mais detalhes, veja Carta Fiança fidejussória: tudo o que você precisa saber.

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